Por Fernando Leme
Excertos da Folha de S. Paulo
Filho de Hélio Costa é fantasma no Senado
Eugenio Alexandre Tollendal Costa, filho de Hélio Costa, ministro das Comunicações, é funcionário-fantasma no gabinete de um senador em Brasília, informam Andreza Matais e Adriano Ceolin em matéria publicada na Folha.
Segundo a reportagem, Eugênio, que mora em Minas Gerais, está há cinco anos registrado como assistente parlamentar do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e possui vencimentos mensais de R$ 2.649,46. Tanto o senador quanto vários funcionários de seu gabinete ouvidos pela Folha nunca viram Eugênio por lá.
E…
Ministro confirma que filho era funcionário-fantasma
O ministro Hélio Costa (Comunicações) divulgou ontem nota na qual confirma que seu filho Eugenio Alexandre Tollendal Costa não prestou nenhum serviço ao então senador Duciomar Costa (PTB-PA), prefeito de Belém, nem ao senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA).
Segundo o ministro, Eugenio trabalhou em seu gabinete quando era senador, ele não especificou quando, “para planejar, desenhar e abastecer” sua home page.
Em conversa com a Folha, na quarta-feira, Eugenio disse que não estava lotado no gabinete do pai “por motivos óbvios”. A Folha revelou que, desde 13 de junho de 2003, ele é funcionário-fantasma no gabinete de Ribeiro, que vai exonerá-lo.
Costa disse que Eugenio “foi transferido do seu gabinete para o do senador Duciomar para prestar o mesmo trabalho”, mas o projeto não prosperou. Costa disse que não “tratou mais do assunto” com Duciomar desde que saiu do Senado e que o filho decidiu pedir demissão porque “é um jovem de caráter irreparável”.
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Bom, agora é a minha vez. Primeiro, o “jovem de caráter irreparável” recebia mais de R$ 2.500,00 desde 2003 e pediu demissão só agora?
Segundo, descoberta a falcatrua, quando os responsáveis devolverão o dinheiro recebido sem qualquer prestação de serviço?
Terceiro, quantas vezes isto acontece em todas as esferas administrativas do país? Eu, que tenho experiência pífia neste setor, já presenciei o desrespeito e desinteresse pela coisa pública que este tipo de “funcionário” representa. E mais do que isso, a dignidade dos demais funcionários fica imediatamente comprometida quando se sabe que alguém, geralmente ganhando mais do que você, está lá para nada.
Engraçado que desta vez a “oposição” não está criando caso. Talvez por que a prática esteja tão disseminada que ninguém quer abanar o rabo e expor os fundilhos.