Por Fernando Leme
A premissa de que o mundo está prestes a acabar é de fato poderosa. Aliada a uma boa dose de presunção torna-se uma arma de intimidação que a humanidade acostumou-se a usar desde sempre.
Me refiro ao evangelismo sedento, desesperado. Me refiro à pregação religiosa mais vil e apressada, que no mundo do email encontrou habitat para textinho vagabundo com erros gramaticais e semânticos.
Qual é o portador de qualquer coisa que vende tão barato seu produto? A lógica da divulgação religiosa impensada não pode ser outra senão a comercial. O desrespeito evidente pela diferença, a intensidade ameaçadora do discurso e o vazio intelectual surpreendem.
Cruzadistas e jihadistas de fundo de quintal de igreja pentecostal de quinta, dou-lhes uma dica: O Estado brasileiro lhes permite total liberdade religiosa e de culto, de pensamento e fé. Tal liberdade não vos dá o direito, entretanto, de coagir os demais.
A opção sexual, a marca do sabonete, o tipo de molho da lasanha e a religião são decisões da esfera privada que não precisam de publicidade.
Tenho minhas crenças, tenho minha fé, devidamente posta em dúvida e confrontada com a urgência de existir. Mas você nunca ouvirá delas sem perguntar.
Ou então arranje logo uma espada e umas bombas e vá explodir seus iguais fundamentalistas. Se assuma.
Um comentário
Lucro! Lucro!